A
educação baseada na construção
do conhecimento é um dos pressupostos mais evidentes
na filosofia educativa e nas metodologias do Colégio
Internacional de Vilamoura. Isto significa que todos os projectos
devem ser orientados considerando o colégio como espaço
de aprendizagem para alunos, professores, pais e outros
intervenientes. Na linha do pensamento de Vigotsky, Goodlad, Gardner,
Bourdieu, Bernstein, o projecto educativo do CIV é acima de
tudo um processo de aprendizagem feito pela mão dos
próprios alunos, tendo em consideração os
seus estádios de desenvolvimento cognitivo (Piaget) e as zonas
de desenvolvimento/potencial (Vigotsky). Há que dar espaço
necessário à capacidade criadora dos alunos e dos
professores.
A
ideia de educação promovida no âmbito do
colégio como escola internacional não está assim
muito longe das chamadas filosofias cognitivo-desenvolvimentistas,
associadas aos pressupostos de educação internacional.
Existem formas conhecidas em que os alunos e os professores podem
desenvolver projectos mais abertos ao mundo de hoje e às
suas novas problemáticas: desde projectos humanitários,
de ajuda aos mais necessitados, até à aprendizagem
precoce de línguas, à promoção de
diferentes culturas, em especial das menos conhecidas. As
aprendizagens darão sempre mais atenção a
algumas competências/inteligências, como a
linguística e a intra e interpessoal (Gardner).
A
aprendizagem precoce de línguas também deve ser tida em
conta como uma oportunidade de ter acesso ao mundo dos outros
(sabe-se, hoje, que a aprendizagem precoce de línguas é
também transferível para outras aprendizagens). A
filosofia do CIV não é alheia ao contributo de notáveis
filósofos e sociólogos da educação. Neste
sentido, está associada a uma relação mais
equilibrada entre afectos e aprendizagens; a uma promoção
das aprendizagens a partir de outras fontes para além do
manual escolar; às aprendizagens de descoberta; à
criação de redes de intercâmbios com escolas de
diferentes países; e a formas cooperativas de aprendizagem
ligadas a projectos de investigação. A avaliação
das competências dos alunos salienta a importância das
correntes de aprendizagem e das filosofias educativas
cognitivo-desenvolvimentistas que têm dado destaque aos
processos internos do aluno na sua aprendizagem.

