A maior parte das aprendizagens promovidas no CIV aparecem organizadas em disciplinas ou áreas disciplinares articulados em torno de 3 ideias fundamentais:
- saberes disciplinares;
- áreas e competências transversais promotoras do desenvolvimento;
- formas de aceder ao conhecimento, de ensinar e de aprender.
A proposta de
estrutura curricular das escolas de estudos portugueses e ingleses
resultará do equilíbrio destes três aspectos e da
sua articulação com as aprendizagens ou competências
gerais que devem ser sempre adquiridas pelos alunos em cada ciclo de
estudos.
No caso do CIV, a estrutura curricular reflecte algumas prioridades / especificidades da educação internacional. Assim, desde o Jardim de Infância, a disciplina de Inglês nos Estudos Portugueses e de Português nos Estudos Ingleses têm um lugar de destaque por se tratar de disciplinas que promovem importantes competências de comunicação e formas de acesso ao mundo dos outros. Essas são competências importantíssimas numa escola colorida com crianças provenientes dos mais diversos meios culturais e linguísticos.
A
disciplina de Filosofia para Crianças e Jovens organiza
aprendizagens em torno de uma outra prioridade que visa desenvolver o
raciocínio autónomo, crítico
e criativo, e promover as inteligências intra e
interpessoais. Neste espaço, aprendem a pensar e a
questionar o mundo que os rodeia. Um aspecto importante: a expressão
dramática poderia fechar este ciclo de aprendizagens
específicas de um projecto de educação
internacional organizadas em disciplinas ou áreas
disciplinares. Desde muito cedo, as crianças devem aprender a
falar em público e a desenvolver lógicas de
pensamento articuladas.
Desde
o Jardim de Infância/Nursery e ao longo da escolaridade,
é dada particular atenção ao domínio
da linguagem oral e escrita, ao domínio da
matemática, à expressão musical,
à expressão motora, às
artes, e acima de tudo à educação
dos alunos dentro do ideário humanista das escolas
internacionais.
Muitas
dessas competências são
transversais, aparecem no corpus curricular organizadas em
forma de disciplinas, outras estão também inseridas nas
chamadas áreas curriculares não disciplinares, ou nas
áreas de enriquecimento. Dois exemplos: nas áreas
curriculares não disciplinares, o Estudo Acompanhado e a
Formação Cívica; e nas actividades de
enriquecimento, os Clubes e a Informática.
Os clubes são uma das áreas mais interessantes de seguir e com mais tradição no projecto de escola. Aliás, o projecto de educação internacional do CIV, na versão que hoje é conhecida, sempre pressupôs a existência de clubes. Ou melhor: sempre pressupôs a existência de áreas de aprendizagem de livre opção, criadas a partir dos interesses dos alunos. Essa foi, aliás, em tempos, uma das suas primeiras marcas distintivas. Nesse espaço, funcionam os clubes de golfe, ténis, xadrez, drama, música, jornalismo, informática, vela, futebol, basquetebol, entre outros, que contribuem para o desenvolvimento das inteligências (Gardner) quinestésica, espacial, naturalista, musical e intra e interpessoais.

